Resenha: Quem é você, Alasca? – John Green

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Muitos podem apenas conhecê-lo por ‘A Culpa é das Estrelas’, mas seu primeiro romance foi ‘Quem é você, Alasca?’ . John Green começou com um livro extremamente cativante, marcando a sua entrada nos corações de muitos leitores.

Miles Halter é um menino fascinado por últimas palavras e biografias. E foi na biografia de François Rabelai que achou as últimas palavras que o guiaram para uma vida fora da Flórida e da sua falta de amigos : “Saio em busca de um Grande Talvez”.  A caça pelo Grande Talvez o levou para o colégio interno que seu pai estudou e para momentos inesquecíveis.

Em Culver Creek, Miles se torna Gordo, apelido dado por seu colega de quarto, Chip Martin, ou melhor, o Coronel, aquele que foi seu primeiro amigo na nova escola e o apresentou a Takumi e Alasca. Miles percebe que Alasca é diferente das outras quando a conhece. Ela, um tanto quanto ousada e impulsiva e ele, disposto a abraçar as novidades que apareceram com os novos amigos. Alasca consegue conquistar os pensamentos de Gordo à primeira vista. Sua beleza, audácia e seu mistério o envolvem como fariam com qualquer aluno novo que havia feito poucas coisas na vida e por conseguinte, era novo em muitos assuntos. Além de seus novos amigos, Gordo também conhece um professor que cria muitos questionamentos existenciais tanto para o personagem quanto para o leitor.

O livro mostra a vida de um adolescente que decidiu mudar e encontrou muito mais do que imaginou,que se apaixonou, que foi mudado por uma única pessoa e pelas experiências que ela o proporcionou, que aprendeu com a dor e que achou o modo de sobreviver nesse labirinto que vivemos. Por todos esses acontecimentos, é fácil se tornar o personagem e participar de todas as fugas, primeiras vezes, pensamentos, tensões e felicidades.

“Se as pessoas fossem chuva, eu era garoa e ela, um furacão.”

(Jessica Almeida)

 

Resenha: O Conto Noturno da Princesa Borboleta – Priscilla Matsumoto

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Primeiro livro da autora Priscilla Matsumoto e 194 páginas de muitos : “Ô Ceus!” “O QUE?” “Oi?”. Com cada capítulo fazendo o leitor querer mastigar mais um e mais um. A autora consegue, ou pelo menos conseguiu comigo, fazer com que uma noite em claro valha a pena para terminar todas as palavras escritas.

O quarteto apresentado é a Bailarina, o Chapeleiro, o Pianista e o Retrato. A história de desenrola de modo inacreditável. A Bailarina Mushi, e namorada do Pianista André, conhece o Chapeleiro escocês e tudo começa. Mushi, perfeccionista e auto-suficiente para inúmeras situações; André, com desejos impossíveis, talentoso e mesmo assim recusando o dom; Chapeleiro, ou Mr. G. Way, misterioso e com mudanças de humor bruscas. Tais personagens mergulham na história de um antigo conto escocês trazendo-o para a realidade de suas vidas.

O livro provoca catarse e passa como um filme pela cabeça. Priscilla, com suas descrições aprofundadas nas metáforas e comparações, cria todo o cenário das cenas de modo que é possível até mesmo ouvir a voz dos personagens enquanto as falas são lidas, ouvir a música de que se fala e assistir às cenas descritas. Ela faz com que você se apaixone como cada apaixonado da trama, porque explica o amor que sentem de modo que o leitor também o sinta.

“Algumas coisas são feitas para se tornarem memórias. A felicidade às vezes dói mais do que a tristeza. Ela é como uma explosão de prazer, uma perfeição ilusória, é um princípio sem meio nem fim.”

(Jessica Almeida)